JUSTIÇA DOS EUA CONSIDERA ILEGAL PROJETO DA ARGENTINA PARA PAGAR DÍVIDA
Juiz Griesa convocou audiência nesta quinta a pedido dos
fundos.
Governo argentino fez projeto de lei para contornar bloqueio
de pagamento.
A Justiça dos EUA considerou ilegal a tentativa da Argentina
de pagar as dívidas com os credores que renegociaram as parcelas, após uma
audiência realizada pelo juiz do caso Thomas Griesa, nesta quinta-feira (21).
Griesa disse que o
país "tomou uma posição ilegal, ao enviar ao congresso um projecto de lei
que muda voluntariamente o domicílio de pagamento dos credores". O juiz
disse ainda que a proposta, que tem que ser estudada pelo Parlamento argentino,
viola as ordens dadas pela Justiça americana.
A audiência foi feita a pedido dos fundos para analisar se
cabiam sanções à Argentina e Griesa disse estar "consternado" porque
o país não fez consultas legais antes de encaminhar a proposta, segundo
agências internacionais.
Projeto de lei argentino
O governo argentino quer levar para o país os pagamentos da
dívida que foi reestruturada em 2005 e 2010 para evitar o bloqueio de
desembolsos nos EUA a partir do processo apresentado em Nova York por fundos
especulativos.
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou na
terça que enviou ao Parlamento um projeto de lei que estabelece mecanismos para
tentar garantir que os credores da dívida reestruturada possam receber sem que
sejam afetados pelo litígio com os fundos especulativos, chamados de 'abutres'.
O projeto autoriza o Ministério da Economia a retirar o
Banco de Nova York Mellon como agente fiduciário de pagamento aos credores da
dívida reestruturada.
Pagamento bloqueado e calote
Por causa do litígio com os fundos abutres, o juiz
responsável pelo caso em NY, Thomas Griesa, bloqueou os recursos que a
Argentina depositou no Mellon para o pagamento da parcela que venceu em 30 de
junho dos credores que aceitaram as trocas.
A Argentina entrou em default (calote) parcial de sua dívida
pela segunda vez em 12 anos devido a essa decisão judicial. O juiz determinou o
bloqueio do pagamento de parcela de U$ 539 milhões da dívida reestruturada da
Argentina enquanto o país não pagar US$ 1,5 bilhão aos fundos hedge (fundos
especulativos) que recusaram as trocas oferecidas pelo país aos títulos não
pagos desde o "default" (calote) de 2001-2002.
Esses fundos ganharam uma ação judicial para receber o valor
integral dos títulos. Quem aceitou renegociar as dívidas recebe até 30% do
preço original de forma parcelada – são estes os títulos reestruturados.
Fonte: G1
Fonte: G1
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